terça-feira, 17 de junho de 2014

Ver, Ouvir, Sentir


Abordar uma Vítima – ver se respira

Após pedir ajuda através do 112, se a vítima se encontrar inconsciente devemos efetuar a pesquisa da ventilação (VOS) durante dez segundos. Este passo consiste especificamente em Ver o tórax expandir, Ouvir a passagem de ar e Sentir a expiração na face.

Caso a vítima esteja a respirar, devemos colocá-la em Posição Lateral de Segurança (PLS). Se a vítima não respira, devemos iniciar de imediato manobras de Suporte Básico de Vida (SBV).

Nos próximos post's vou-lhe explicar como realizar a PLS e SBV.



Olá?! Olá?!


 Abordar uma Vítima - ver se responde


Sabe o que fazer se encontrar alguém aparentemente desmaiado? 

Perante qualquer situação de emergência, o primeiro passo a dar é verificar se existem condições de segurança no local, para si e para a vítima. Existindo condições de segurança, aproxime-se e verifique se a vítima responde.
Para tal, abane suavemente os ombros e pergunte em voz alta: “Está bem? Sente-se bem?”.

Se a vítima responde pergunte o que se passou, se se queixa de alguma dor ou se tem ferimentos. E se for necessário vá pedir ajuda.

Se a vítima não responde, peça ajuda gritando em voz alta: “Preciso de ajuda, está aqui uma pessoa desmaiada!”.


Não abandone a vítima e prossiga com a avaliação. Se estiver acompanhado peça para ligarem 112.



Vale mais uma vítima do que duas !


Abordar uma Vítima – condições de segurança


Quando nos depararmos com uma vítima, a primeira preocupação deve ser para com a nossa própria segurança. Assim, e antes de se aproximar de alguém que possa eventualmente estar em perigo de vida, deve assegurar-se primeiro que não irá correr nenhum risco, como por exemplo:

·         Ambiental choque elétrico, derrocadas, explosão, tráfego;
·         Intoxicaçãoexposição a gás, fumo ou outros tóxicos;
·         Infecioso tuberculose, hepatite, VIH, etc.

Na maioria das vezes uma avaliação visual adequada e um mínimo de cuidado são suficientes para garantir a existência das condições de segurança necessárias. Existe uma regra básica que nunca deve ser esquecida: o reanimador não deve expor-se a si ou a terceiros a maior risco do que o que corre a própria vítima.

Caso existam condições de segurança pode então aproximar-se da vítima.


Em caso de emergência ligue 112.



Emergência não é só doença

Incêndios Florestais



Porque estamos cada vez mais próximos da época mais terrível do ano para Portugal decidi fazer este post para alertar os cidadãos e para saberem o que fazer em caso de incêndio florestal 

Para sua segurança, se for 
surpreendido por um 
incêndio: 

Não entre em pânico. 

Procure sair da zona na 
direcção contrária à do vento. 

Não corra monte acima, o fumo e as chamas 
tendem a subir. 
Evite colocar-se em lugares com grande 
acumulação de combustíveis ou em pontos 
situados no sentido da direcção do incêndio. 

Procure uma zona com água ou pouca vegetação 
ou já queimada. 

Se ficar cercado pelo fogo, tente proteger-se da 
radiação, deitando-se no chão atrás de uma rocha 
grande, de um tronco 
ou numa depressão, 
cobrindo-se com terra. 

Proteja a cara com um pano molhado, pois facilita 
a respiração. 


Os incêndios florestais são 
uma das principais 
catástrofes em Portugal. 

As suas causas são variadas, 
mas uma grande parte 
dá-se por descuido humano. 

Por isso, a protecção da 
floresta começa em si. 



PREVENÇÃO 
DOS 
INCÊNDIOS 
FLORESTAIS 



Os incêndios florestais são 
uma das principais 
catástrofes em Portugal. 

As suas causas são variadas, 
mas uma grande parte 
dá-se por descuido humano. 

Por isso, a protecção da 
floresta começa em si. 




Se se encontrar numa casa na floresta e o fogo o 
impedir de fugir, deve fazer o seguinte: 
• Deixar as mangueiras abertas, dirigindo a água 
para o telhado e vegetação em redor; 
• Fechar portas, janelas, persianas e desligar o 
gás e a electricidade; 
• Permanecer no sítio mais seguro da casa; 
• Se a situação se complicar e tiver que sair, 
cobrir a maior parte do corpo, se possível com 
roupas molhadas, para se proteger do calor. 
Se estiver numa viatura e ficar cercado pelo fogo: 
• Não conduzir cegamente através do fumo, 
acender as luzes e os intermitentes; 
• Procurar previamente um caminho de saída; 
• Fechar as janelas e procurar uma zona sem 
vegetação ou já queimada; 
• Se o veículo se incendiar, sair imediatamente 
procurando cobrir a maior parte do corpo.

“Portugal sem fogos, depende de si”

, é uma 
campanha através da qual a GNR procura 
despertar um sentimento nacional de protecção à 
floresta, em que dada um dos portugueses, 
incluindo-o a si, sinta que pode realmente 
contribuir para a sua protecção, desde a prática 
de gestos individuais,
 até à fiscalização e 
denúncia de actos potencialmente perigosos de 
provocarem incêndios. 

Se ainda tem dúvidas de que realmente pode 
ajudar e contribuir, entã
o siga as recomendações 
que a seguir lhe damos, e verá como muitas 
coisas dependem de si. 

SE MORAR JUNTO À FLORESTA OU NO CAMPO 

Nunca deixe ao alcance das crianças fósforos ou 
isqueiros. 

Durante o período crítico e, fora dele, sempre que 
se verifique o índice de risco de incêndio muito 
elevado ou máximo, é proibido fazer queimadas 
ou fogueiras. 

Fora deste período, nunca faça fogueiras em dias 
de muito vento. Procure efectuá-las em dias 
húmidos e com pouco vento, a uma distância 
mínima de 100 metros dos limites da floresta. 

Nunca abandone as queimas e fogueiras acesas. 
Limpe o mato à volta da 
casa ou outras edificações, 
num raio de 50 metros, e 
retire as folhas, caruma e 
ramos dos telhados. 
Corte as árvores que 
ofereçam risco para a 
habitação. 

Guarde o gasóleo, as lenhas e outros 
produtos inflamáveis em locais seguros e 
isolados. 

Tenha em local de fácil acesso algumas 
ferramentas, como enxadas, pás e 
mangueiras, para ajudar no primeiro combate 
ao fogo. 

Separe as culturas com 
barreiras corta-fogo, como 
por exemplo, um caminho. 
Assim, pode evitar que as 
chamas passem de uma 
parcela para outra.

Os tractores, máquinas e veículos de 
transporte pesados, empregues em trabalhos 
nos espaços rurais, durante o período crítico 
de incêndios, é obrigatório: 

  • Possuírem dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e dispositivos tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés;
  • Estarem equipados com um ou dois extintores de 6Kg, de acordo com a sua massa máxima.


QUANDO PASSEAR NA FLORESTA 

Nunca deite fósforos ou cigarros para o chão. 
Lembre-se que é proibido fumar nas áreas 
florestais. 
Quando circular de carro, 
apague bem os cigarros
 no 
cinzeiro do carro, e não 
deite as cinzas pela janela.


Nunca faça lume na floresta, nem mesmo para 
preparar comida. Leve o teu lanche já preparado, 
assim evitará fazer fogueiras. 
Se for mesmo imprescindível, lembre-se que só é 
permitido realizar fogueiras nos locais previstos e 
identificados para isso. 
Deve então: 
• Remover as folhas secas; 
• Fazer um círculo com pedras ao redor da 
fogueira, se não utilizar uma infra-estrutura já 
preparada; 
• Molhar bem o local que rodeia a fogueira; 
• Manter um recipiente com água por perto; 
• Vigiar atentamente a fogueira; 
• No final, deve apagá-la com terra ou água e 
nunca abandonar o local sem ter a certeza que 
as cinzas então completamente apagadas. 
No campo ou na floresta, nunca deixe nem 
atire para o chão, plásticos, papéis ou vidros. 
Ao sol, o efeito lupa do vidro pode provocar um 
incêndio. 
Todo o lixo deve ser colocado nos contentores 
próprios. Se estiver longe 
deles, guarde-o e deite-o 
fora mais tarde, quando encontrar um. 

LEMBRE-SE QUE O SEU CONTRIBUTO É 
FUNDAMENTAL 

Qualquer pessoa que 
detecte um incêndio 
florestal é obrigada a 
alertar as entidades 
competentes e a tentar a 
sua extinção. 
Se possível, ligue para o 
112
 ou 
117 
A rapidez do aviso pode salvar a floresta de um 
grande incêndio. 
COLABORE,
 Sempre que avistar acumulações de 
lixos ou alguém a fazer lume ou outros actos 
potencialmente perigosos de
 provocarem incêndios, 
ligue para a GNR.



in: folheto GNR , SEPSA, prevenção incêndios florestais

Apenas uma chamada !


LIGUE 112


Em caso de acidente ou doença súbita ligue 112.

A chamada é gratuita e está acessível de qualquer ponto do país a qualquer hora do dia. 
O 112 é o Número Europeu de Emergência, sendo comum, para além da saúde, a outras situações tais como incêndios, assaltos ou roubos. As chamadas efectuadas para o 112 são atendidas, em primeira linha, por uma Central de Emergência da PSP que apenas canaliza para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM as chamadas que à saúde digam respeito.

A sua colaboração é fundamental:
Faculte toda a informação que lhe for solicitada, para permitir um rápido e eficaz socorro às vítimas. 

Informe, de forma simples e clara:
  • O tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.);
  • O número de telefone do qual está a ligar;
  • A localização EXATA e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência;
  • O número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro;
  • As queixas principais e as alterações que observa;
  • A existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, por exemplo, libertação de gases, perigo de incêndio, etc.
Depois de feita a triagem da situação
Os operadores dos CODU indicam-lhe a melhor forma de proceder, enviando - se necessário - os meios de socorro adequados.
Lembre-se que as ambulâncias do INEM deverão ser apenas utilizadas em situação de risco de vida iminente.
No caso de não ser necessário enviar uma ambulância do INEM são dadas todas as informações sobre a melhor forma do doente ser transportado para as unidades de saúde adequadas.

Desligue o telefone apenas quando o operador indicar.

Da próxima vez que ligar 112 lembre-se:

As chamadas desnecessárias sobrecarregam o sistema, pondo em perigo de vida aqueles que realmente precisam de ajuda imediata. Os falsos alarmes afetam a capacidade de resposta às verdadeiras emergências.





segunda-feira, 16 de junho de 2014

Tudo tem uma lógica, uma sequência


O SIEM


Portugal tem, desde 1981, um Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).

O SIEM trata-se de um conjunto de entidades que cooperam com um objetivo: prestar assistência às vítimas de acidente ou doença súbita. Essas entidades são a PSP, a GNR, o INEM, os Bombeiros, a Cruz Vermelha Portuguesa e os Hospitais e Centros de Saúde.

O INEM é o organismo do Ministério da Saúde responsável por coordenar o funcionamento, no território de Portugal Continental, do SIEM. O sistema começa quando alguém liga 112 - o Número Europeu de Emergência. O atendimento das chamadas cabe à PSP, nas centrais de emergência. Sempre que o motivo da chamada tenha a ver com a saúde, a mesma é encaminhada para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM.

Sempre que o CODU aciona um meio de emergência procura que o mesmo seja o que está mais perto do local da ocorrência, independentemente da entidade a que pertence (INEM, Bombeiros ou CVP).