quinta-feira, 22 de maio de 2014

E porque 1 minuto faz toda a diferença

À luz do conhecimento médico atual, considera-se que há três atitudes que modificam o resultado no socorro à vítima de paragem cardio-respiratória (PCR):

1. Pedir ajuda, acionando de imediato o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM);
2. Iniciar de imediato manobras de Suporte Básico de Vida (SBV);
3. Aceder à desfibrilhação tão precocemente quanto possível mas apenas quando indicado.

Estes procedimentos sucedem-se de uma forma encadeada e constituem uma cadeia de atitudes em que cada elo articula o procedimento anterior com o seguinte. Surge assim o conceito de Cadeia de Sobrevivência, composta por quatro elos ou ações, em que o funcionamento adequado de cada elo e a articulação eficaz entre os vários elos é vital para que o resultado final seja uma vida salva.

Os quatro elos da cadeia de sobrevivência são:

1. Acesso precoce ao Sistema Integrado de Emergência Médica - 112
2. Início precoce de SBV
3. Desfibrilhação precoce
4. Suporte Avançado de Vida (SAV) precoce
Cadeia de sobrevivência

ACESSO PRECOCE
O rápido acesso ao SIEM assegura o início da Cadeia de Sobrevivência. Cada minuto sem se chamar o socorro reduz a possibilidade de sobrevivência da vítima. Para o funcionamento adequado deste elo é fundamental que quem presencia uma determinada ocorrência seja capaz de reconhecer a gravidade da situação e saiba ativar o sistema, ligando adequadamente 112 (para poder informar o quê, onde, como e quem).
A incapacidade de adoptar estes procedimentos significa falta de formação. A consciência de que estes procedimentos podem salvar vidas humanas deve ser incorporada o mais cedo possível na vida de cada cidadão.

SBV PRECOCE
Para que uma vítima em perigo de vida tenha maior hipótese de sobrevivência é fundamental que sejam iniciadas, de imediato e no local onde ocorreu a situação, manobras de SBV. Isto só se consegue se quem presencia a situação tiver a capacidade de iniciar o SBV.
O SBV permite ganhar tempo, mantendo alguma circulação e alguma ventilação na vítima, até à chegada de socorro mais diferenciado para instituir os procedimentos de SAV.

DESFIBRILHAÇÃO PRECOCE
A maioria das PCR no adulto ocorrem devido a uma perturbação do ritmo cardíaco a que se chama Fibrilhação Ventricular (FV). Esta perturbação do ritmo cardíaco caracteriza-se por uma atividade eléctrica caótica de todo o coração, em que não há contração do músculo cardíaco e, como tal, não é bombeado sangue para o organismo. O único tratamento eficaz para esta arritmia é a desfibrilhação que consiste na aplicação de um choque eléctrico, externamente a nível do tórax da vítima, para que a passagem da corrente eléctrica pelo coração pare a atividade caótica que este apresenta. A desfibrilhação eficaz é determinante na sobrevivência de uma PCR.
Também este elo da cadeia deve ser o mais precoce possível. A probabilidade de conseguir tratar a FV com sucesso depende do factor tempo. A desfibrilhação logo no 1º minuto em que se instala a FV pode ter uma taxa de sucesso próxima dos 100%, mas ao fim de 8-10 minutos a probabilidade de sucesso é quase nula.

SAV PRECOCE
Este elo da cadeia de sobrevivência é uma “mais-valia”. Nem sempre a desfibrilhação é eficaz, por si só, para recuperar a vítima. Outras vezes a desfibrilhação pode não ser sequer indicada. O SAV permite conseguir uma ventilação mais eficaz (através da entubação endotraqueal) e uma circulação também mais eficaz (através da administração de fármacos). Idealmente, o SAV deverá ser iniciado ainda na fase pré-hospitalar e continuado no hospital, permitindo a estabilização das vítimas recuperadas de PCR.
Integram também este elo os cuidados pós-reanimação, que têm o objectivo de preservar as funções do cérebro e coração.

Cadeia de Sobrevivência representa, simbolicamente, o conjunto de procedimentos que permitem salvar vítimas de paragem cardio-respiratória. Para que o resultado final possa ser, efetivamente, uma vida salva, cada um dos elos da cadeia é vital e todos devem ter a mesma força. Todos os elos da cadeia são igualmente importantes: de nada serve ter o melhor SAV se quem presencia a PCR não souber ligar 112.


in: www.inem.pt

TUDO É VENENO E NADA É VENENO, SÓ A DOSE FAZ O VENENO



O QUE FAZER EM CASO DE INTOXICAÇÃO?

Mantenha a calma. Não se precipite, mas não perca tempo! 
Contacte o CIAV - Centro de Informação Antivenenos > 808 250 143 

RESPONDA ÀS PERGUNTAS DO MÉDICO DO CIAV: 

QUEM 
Idade, sexo, gravidez … 

O QUÊ 
Nome do medicamento ou produto (se possível tenha a embalagem consigo), animal, planta … 

QUANTO 
Quantidade ingerida (aproximadamente) ou tempo de exposição ao produto 

QUANDO 
Há quanto tempo 

ONDE 
Em casa, na rua, no local de trabalho … 

COMO 
Em jejum, com alimentos, com bebidas alcoólicas … 

Siga as instruções indicadas. A sua colaboração é fundamental. 
Se não conseguir ligar para o CIAV ligue 112 ou dirija-se ao hospital mais próximo.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Mais do que um trabalho, uma PAIXÃO !



Olá a todos ! 
Como disse no meu primeiro post, sou Bombeiro nos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS PINHELENSES.
Hoje, feriado, 1º de Maio, dia magnifico! Um dia de Sol impressionante acompanhado com um calor acolhedor como se fosse uma dia de Junho.
Sinceramente não tenho jeitinho nenhum para a escrita, tentei, mas hoje não me estão a sair as palavras certas para descrever o dia de voluntário de hoje... Pois bem vou por contar como foi o meu voluntário.
Cheguei ao CB por volta da 01:30h da manhã, um abuso de entrada num Quartel de Bombeiros sem dúvida, já que a entrada dos serviços são às 21h. Mas claro, tenho uma boa explicação para a esse atraso excessivo comunicado antecipadamente ao chefe de serviço. Neste 1º de Maio o meu primo Tiago, mais conhecido por ZIZA faz anos, e por isso, como bom primo/amigo às 00:00h do mesmo dia tem de se lhe cantar os parabéns como manda a tradição. E assim foi !
Como os meu tios tinham ido de "Lua de Mel" (comemorando os seus 25 anos de casados) a casa dele estava vazia e ora bem, festa ! 
Batendo as 12 badaladas os "Dj's" de serviço fizeram o favor de reproduzir a musica do Batatoon - "Hoje é o teu dia". Mas vá, ja chega de contar isto... Já parece mais um diário! 



Hoje o único trabalho que tive enquanto as breves horas de serviço (que foram perto de 20h de serviço) foi um transporte para o hospital da Guarda por volta das 12h, nada demais, uma senhora na casa dos 50 anos que já não me recorda o nome, fazia soro,apresentava poucas queixas que até aproveitou a pequena viagem para ter um leve sonito. Chegada ao hospital, na triagem, encontro o meu professor e amigo que é lá enfermeiro. Lá fez à senhora as perguntas básicas e lhe pôs a pulseira amarela e deu entrada na urgência. 
Tive uma breve conversa com o professor/enfermeiro e de seguida eu e a minha colega tivemos de fazer um retorno de uma senhora, que eu um dia já a tinha ido socorrer por volta das 03:330 h da manha, que apresentava dificuldade respiratória fazendo oxigénio em casa a 1,5 litros, à nossa chegada aumentamos-lhe o débito de O2 avaliando de seguida os valores da TA, SPO2, glicémia, entre outros, já nao me recordo dos valores, mas lembro-me que estava em hipertensão devido ao esforço que que estava a fazer para tentar respirar, mas... até com O2 ela tinha dificuldade em ventilar? É normal, com canula nasal e um extensor da mesma que tinha mais de 2 metros de comprimento até há bomba de O2, normal... Mas vá continuando...
Levamos a senhora que logo há entrada da ambulância citou que enjoava ao anda de carro, prevendo a situação de um possível vómito dei-lhe um saco de vómito. Viajem quase tranquila, a senhora a cada 500m apresentava movimentos de vómito mas nunca o fez, chegando a Pinhel eu pensava que a senhora aguentaria até Vascoveiro sem refluxo gástrico, mas f***-s* vomitou a 500m da casa dela, não aguentarias mais 500m?? 500m?? o que valeu foi que não sujou a ambulância, porque se não quem tinha de limpar era o preto... sempre o mesmo! Passado isso, regressamos ao CB onde não ouve mais trabalho, e ainda bem! É bom sinal!
Mas mesmo com estas peripécias continuo a AMAR ser BOMBEIRO! Continuo a AMAR ajudar os outros, a fazê-los felizes e a maior felicidade é quando chegamos ao destino o doente sai da ambulância e nos diz "Obrigado", não é um obrigado normal, é um obrigado com os olhos brilhantes e uma ternura magnífica que nem toda a gente consegue receber na vida, por isso, SER BOMBEIRO É MAIS DO QUE UM TRABALHO! É UMA PAIXÃO!


Post acabado de escrever a 2 de Maio - 18:49h
 não me aptece rever o post, por isso, cá vai !